Postagens

Publicação mais Recente

Projeto paraibano transforma a construção de telescópios em caminho de educação e ressocialização

Imagem
Na Cadeia Pública de Esperança, no interior da Paraíba , a construção de telescópios aproxima pessoas privadas de liberdade da astronomia e leva instrumentos de observação a escolas e atividades abertas ao público. A iniciativa se chama Esperança no Espaço e combina aprendizado, trabalho e divulgação científica. Registro no Space Week Nordeste/ Foto Reginaldo Araújo Idealizado pelo policial penal Lindemberg Gonçalves Lima , conhecido como Berg, o projeto é desenvolvido desde 2022 . Os telescópios são montados artesanalmente por participantes da unidade prisional, com materiais de baixo custo e reaproveitados. Depois de prontos, os equipamentos podem ser utilizados em atividades educativas e sessões de observação. Da oficina à observação do céu O projeto já levou telescópios a escolas públicas e participou de eventos em diferentes cidades paraibanas. Nessas ações, os equipamentos não ficam apenas em exposição: eles são usados para que estudantes e visitantes observe...

Observatório Swift encerra missão científica após quase 22 anos de atividade

Imagem
A NASA encerrou a missão científica do observatório Neil Gehrels Swift após quase 22 anos de atividade. A decisão foi tomada depois que a espaçonave desceu a menos de 275 quilômetros de altitude. Nessa região, o arrasto da atmosfera terrestre dificulta que seus telescópios se mantenham apontados com estabilidade para os alvos celestes. Representação artística do observatório Swift em órbita da Terra. Crédito: NASA’s Goddard Space Flight Center Conceptual Image Lab. A última observação científica do Swift ocorreu em 20 de outubro. O observatório ainda permanece em órbita, mas a NASA espera que ele reentre na atmosfera nas próximas semanas. A agência não informou uma data exata para isso. Um observatório feito para agir rapidamente Lançado em novembro de 2004, o Swift foi projetado para investigar explosões de raios gama, fenômenos extremamente energéticos que podem durar apenas alguns segundos. Sua função era detectar essas explosões, localizar sua po...

Paraíba cria lei pioneira para proteger o céu noturno e impulsionar a astronomia em Matureia

Imagem
Em uma noite longe das luzes das grandes cidades, a Via Láctea pode aparecer como uma faixa brilhante atravessando o céu. Estrelas pouco visíveis em áreas urbanas, aglomerados e nebulosas também ficam mais fáceis de observar. Preservar essas condições é um dos objetivos de uma lei aprovada em Matureia, no Sertão da Paraíba, que estabelece regras para reduzir os efeitos da iluminação pública sobre o céu noturno. Crédito da imagem / APA A Lei Municipal nº 592/2025 foi sancionada em 11 de julho de 2025 . Ela prevê a substituição gradual das luminárias atuais por modelos de LED de baixo impacto ambiental e com características destinadas a reduzir a poluição luminosa. A medida tem relação direta com o potencial astronômico do município, que abriga o Pico do Jabre , um dos locais para observação do céu mais conhecidos do estado. O que é poluição luminosa? Poluição luminosa é a alteração do ambiente noturno causada pelo uso excessivo, inadequado ou mal direcionado de luz artificial. El...

Cometas: tipos, composição e como são descobertos

Imagem
Cometas são pequenos corpos celestes que preservam materiais antigos do Sistema Solar. Quando se aproximam do Sol, parte de seu gelo se transforma em gás e libera poeira, criando a nuvem brilhante e as caudas que vemos em algumas imagens. Mas nem todo cometa fica visível a olho nu — e nem todos seguem o mesmo tipo de órbita. Montagem infravermelha de 20 cometas observados pela missão WISE/NEOWISE.  As cores são representativas. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA.  O que é um cometa? Um cometa é um corpo formado por uma mistura de gelo, poeira e material rochoso que orbita o Sol. Muitos se originaram nas regiões mais distantes e frias do Sistema Solar, onde substâncias voláteis — materiais que passam facilmente do estado sólido para o gasoso — puderam permanecer congeladas. O componente sólido do cometa é chamado núcleo . Ele costuma ter apenas alguns quilômetros de tamanho, embora existam núcleos menores e maiores. Em seu interior e em sua superfície podem existir ge...

Cidade da Astronomia em Carrapateira, na Paraíba, vai aproximar o Sertão da pesquisa espacial

Imagem
No Sertão da Paraíba, a astronomia está ganhando espaço para além dos observatórios tradicionais. Em Carrapateira, o Governo do Estado constrói a Cidade da Astronomia, um complexo planejado para receber estudantes, pesquisadores e visitantes. A iniciativa faz parte de um conjunto científico regional associado ao radiotelescópio BINGO, instalado em Aguiar, município vizinho. Maquete da Cidade da Astronomia, em Carrapateira. Crédito: TV Diário do Sertão. O projeto foi concebido para aproximar o público da ciência e apoiar atividades de educação e divulgação da astronomia. Entre as estruturas previstas estão planetário, museu, observatórios, auditório, áreas educativas e espaços de convivência. A proposta é que a visita ao complexo também possa incluir um trajeto até o BINGO, ampliando a experiência para quem quiser conhecer de perto a instalação científica. Um complexo de ciência no Sertão A Cidade da Astronomia está sendo construída em uma área de aproximadamente dois...

Sonda Psyche inicia propulsão contínua rumo a asteroide metálico

Imagem
A sonda Psyche, da NASA, iniciou uma etapa de propulsão quase contínua em sua viagem ao asteroide 16 Psyche, localizado no cinturão principal entre Marte e Júpiter . A mudança começou em 28 de setembro de 2026 e mantém a espaçonave no rumo previsto para chegar ao destino em 2029 . Concepção artística da espaçonave Psyche em viagem pelo espaço. Crédito: NASA. Segundo a NASA, os propulsores deverão funcionar durante quase 90% do tempo disponível até a chegada ao asteroide. A sonda interrompe a operação apenas para atividades técnicas necessárias e para se comunicar com as equipes em solo. Essa etapa começou depois que a missão completou, em maio de 2026, uma passagem próxima por Marte que ajudou a ajustar sua trajetória e a aumentar sua velocidade. Um impulso constante, não uma arrancada A Psyche utiliza propulsão elétrica solar, diferente dos motores químicos que produzem grandes empurrões por períodos curtos. A eletricidade gerada pelos painéis solares alimenta campos ...

Asteroide recebe o nome de Nicolinha, jovem divulgadora da astronomia

Imagem
Um asteroide do cinturão principal, região do Sistema Solar situada entre as órbitas de Marte e Júpiter, agora leva o nome de uma brasileira apaixonada pelo espaço. A União Astronômica Internacional oficializou em agosto de 2025 a denominação (292352) Nicolinha, em homenagem a Nicole Oliveira Semião, conhecida como Nicolinha . Nicole Semião, a Nicolinha. Imagem publicada pelo Asteroid Day. A homenagem foi registrada no boletim de 11 de agosto de 2025 do Grupo de Trabalho para a Nomenclatura de Pequenos Corpos (WGSBN, na sigla em inglês), responsável por aprovar nomes de asteroides e outros pequenos corpos celestes em nome da União Astronômica Internacional (IAU). O que o nome oficial significa O asteroide era conhecido pela designação provisória 2006 SU218 . Depois que sua órbita foi acompanhada e o objeto recebeu um número permanente, ele pôde ser nomeado oficialmente como (292352) Nicolinha . O número identifica o asteroide nos registros; o nome acrescenta uma homenagem...

Artemis II: astronautas relatam o assombro de ver o lado oculto da Lua

Imagem
Ao contornar a Lua, os astronautas da missão Artemis II viram de perto paisagens que nenhum ser humano havia observado diretamente antes. A experiência foi difícil de traduzir em palavras: a astronauta Christina Koch disse que a superfície parecia diferente da Lua que conhecia da Terra, enquanto o comandante Reid Wiseman descreveu a vista como “indescritível” . A Terra se põe atrás do horizonte lunar nesta imagem feita pela tripulação da Artemis II em 6 de abril de 2026. Crédito: NASA. Uma Lua que parecia fora do lugar Durante uma entrevista concedida de dentro da espaçonave Orion, Koch comentou que as áreas escuras da superfície não apareciam na posição que ela esperava. “Algo em você percebe que essa não é a Lua que está acostumada a ver”, relatou a astronauta, segundo a NBC News . A diferença vinha do ponto de vista. Da Terra, observamos principalmente o lado próximo da Lua. Durante o sobrevoo, a tripulação pôde acompanhar de perto regiões do lado oculto — a face que ...

3I/ATLAS perdeu metros de material ao passar pelo Sol, estima estudo

Imagem
O cometa interestelar 3I/ATLAS perdeu uma camada de material durante sua passagem pelo Sistema Solar, mas isso não significa que tenha se desintegrado. Um estudo estima que a atividade provocada pelo aquecimento solar removeu entre 1,7 e 5,2 metros de sua superfície apenas por meio da liberação de gases. A quantidade real pode ser maior quando se considera a poeira lançada ao espaço. A trajetória de 3I/ATLAS atravessa o Sistema Solar sem formar uma órbita fechada ao redor do Sol. Crédito: NASA. Estimativa de perda de material O cálculo foi publicado por Tessa Frincke e Darryl Seligman, que reuniram estimativas da quantidade de gases liberada pelo cometa em diferentes observações antes e depois de sua aproximação ao Sol. Com esses dados, os pesquisadores calcularam quanto material poderia ter sido removido da superfície. Considerando apenas os gases, a estimativa indica uma perda de cerca de 10 bilhões de quilogramas, equivalente a aproximadamente 0,4% a 1,25% da massa inic...

Amostras da Chang’e 6 revelam forma incomum de ferro que pode guardar pistas do antigo campo magnético lunar

Imagem
Partículas microscópicas de uma forma incomum de ferro foram identificadas em amostras recolhidas pela missão chinesa Chang’e 6 no lado oculto da Lua. Conhecida como ferro gama (γ-Fe), essa estrutura cristalina nunca havia sido confirmada em material lunar natural. A descoberta pode ajudar a investigar tanto os impactos que moldaram a superfície da Lua quanto o magnetismo antigo do satélite. À esquerda, a topografia da região da bacia Polo Sul–Aitken; à direita, anomalias do campo magnético lunar. A área da missão Chang’e 6 está indicada nos mapas. Crédito: Li Long/Academia Chinesa de Ciências. Uma estrutura de ferro inesperada O ferro pode assumir diferentes estruturas cristalinas, chamadas de fases. A forma mais comum em condições ambientes na Terra é o ferro alfa (α-Fe). Já o ferro gama (γ-Fe) tem os átomos organizados em uma estrutura cúbica de faces centradas e costuma ser estável apenas em temperaturas elevadas — aproximadamente entre 912 °C e 1.394 °C. Na Lua, onde...

NASA mostra como a gravidade molda o geoide da Terra

Imagem
Uma visualização divulgada pela NASA mostra a Terra com um contorno irregular, que pode lembrar uma batata. Mas a imagem não representa a superfície real do planeta: ela apresenta o geoide, um modelo relacionado ao campo gravitacional terrestre. Para tornar suas variações visíveis, a representação exagera as diferenças de altura em 10 mil vezes. A forma do geoide é suave em escala planetária; as ondulações desta visualização foram exageradas 10 mil vezes. Crédito: Mark SubbaRao/NASA Goddard Space Flight Center Uma superfície definida pela gravidade O geoide é uma superfície de referência que representa, de forma aproximada, o nível médio global dos oceanos sob a influência da gravidade da Terra. Se a água pudesse cobrir todo o planeta e se acomodar apenas conforme essa influência, sem marés, correntes ou ventos, sua superfície seguiria essa referência. Como a gravidade não tem exatamente a mesma intensidade em todos os lugares, o geoide também não é perfeitamente regular. ...

O que são as auroras boreais e austrais e como se formam?

Imagem
Faixas verdes, vermelhas, azuis e arroxeadas podem iluminar o céu nas regiões próximas aos polos da Terra. Chamadas de auroras boreais no hemisfério norte e auroras austrais no hemisfério sul, essas luzes são resultado da interação entre a atividade do Sol, o campo magnético terrestre e os gases da atmosfera. A aurora austral forma um arco luminoso sobre a Terra nesta imagem feita da Estação Espacial Internacional em 5 de junho de 2026. Crédito: NASA/Jessica Meir. O Sol dá início ao fenômeno O Sol libera continuamente um fluxo de partículas carregadas, conhecido como vento solar . Em períodos de maior atividade, também pode lançar grandes quantidades de matéria e energia ao espaço. Uma dessas erupções é a ejeção de massa coronal , uma nuvem de gás eletricamente carregado que pode viajar pelo Sistema Solar. Quando esse material chega à Terra, encontra a magnetosfera — a região ao redor do planeta dominada pelo campo magnético terrestre. Esse campo funcio...